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Pol�cia Civil volta a investigar crime

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O caso Beto Campanha somente foi reaberto ontem, mais de dois meses após um requerimento do Ministério Público Estadual (MPE), mais de um ano após o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) derrubar todas as decisões da 17ª Vara Criminal da Capital, quase cinco anos após o assassinato. Apenas um dia depois da Gazeta de Alagoas apontar novas denúncias sobre o inquérito, a Polícia Civil adotou providências oficiais. Entre elas, uma investigação interna para apurar se algum delegado ou policial cometeu falhas (quiçá crimes) na condução do processo. O delegado geral Marcílio Barenco assinou duas portarias, publicadas na edição de ontem do Diário Oficial do Estado. A primeira designa três delegados, em caráter especial, ?para procederem a reabertura das investigações, acompanharem, participarem e executarem diligências correlatas?. De fato (e de direito), o assassinato do vice-prefeito de Pilar, Gilberto Pereira Alves, só volta a ser investigado agora. Assassinato envolveu 3 equipes de pistoleiros Beto Campanha foi executado numa grande tocaia que teve a participação de três equipes de pistoleiros, além de grupos de apoio. Após duas tentativas frustradas, o vice-prefeito foi executado no dia 19 de janeiro de 2007, com doze tiros de pistola, próximo ao Makro, no Tabuleiro do Martins, em Maceió. Em maio de 2007, o inquérito do delegado Mário Jorge Barros indiciou cinco acusados de autoria intelectual e seis supostos pistoleiros. Um dia depois, todos foram denunciados pelo Gecoc e pelo então promotor da 3ª Promotoria Especializada Criminal e hoje procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares. Cinco suspeitos citados pela polícia foram executados como queima de arquivo. Antônio de França (o ?Cigano?) e o PM Amabílio Loureiro foram mortos dias após o crime. O policial civil Alfredinho foi assassinado em fevereiro de 2008. Menos de um mês depois, foi a vez dos réus Di Lampião e sargento Dimas Barbosa, duas das vítimas da chacina do Restaurante do Pangola, em Arapiraca. Três outros acusados estão desaparecidos. Os demais réus pronunciados temem ser as próximas vítimas.

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