Polícia
Assaltantes aterrorizam universit�rios � noite
O drama de ter uma arma de fogo apontada para a cabeça está virando rotina para os alunos de cursos noturnos de Maceió. Nas faculdades particulares, a maioria dos estudantes já foi assaltada ou conhece vítimas dos bandidos, que atacam principalmente mulheres. A falta de segurança é admitida até pelos policiais militares que trabalham nos arredores das instituições de ensino. ?A ousadia dos assaltantes é tanta que chegaram a atacar uma aluna na rampa que dá acesso à faculdade?, comenta o estudante da Faculdade de Alagoas (FAL), Flávio Cássio, acrescentando que todos na faculdade conhecem dramas de assaltos vividos por amigos. Ele conta que até a filha da prefeita de Roteiro, Maria Helena Jatobá, já foi atacada pelos bandidos. O drama da aluna Denise Prestes é um dos que mais chocaram os alunos da faculdade. Ela foi seqüestrada quando parava seu automóvel em frente ao prédio onde funciona a FAL, na Jatiúca. Os bandidos entraram no carro da estudante e mandaram que ela sacasse dinheiro em vários caixas eletrônicos. Já a estudante Márcia Regina confessa que tem medo de andar pelos arredores da faculdade e que anda com o mínimo de pertences possível. ?A rua em que passo para chegar à faculdade é uma das que registram o maior número de assaltos. Não quero fazer parte do quadro de vítimas?, ressalta. Ela reclama ainda que a falta de iluminação nas ruas próximas à FAL facilita a ação dos bandidos. Segundo o estudante André Aprígio, a situação é a mesma em todas as faculdades particulares da Capital. ?Tenho amigos no Cesmac e Seune e as histórias que ouço são as mesmas daqui. Na FAL do Jaraguá, a onda agora é o arrombamento de veículos, declara o estudante, ressaltando que os marginais conhecem a falta de segurança nos arredores das instituições de ensino. Abaixo-assinados Os estudantes já fizeram, inclusive, abaixo-assinados pedindo maior segurança nos arredores da faculdade, mas a providência adotada pela Polícia Militar (PM) foi colocar somente dois policiais para tomar conta do quarteirão, onde fica a instituição de ensino. ?O número de assaltos até que reduziu, mas ainda temos uma média de três amigos atacados por semana, o que é inadmissível, uma vez que pagamos nossos impostos em dia e temos direito constitucional à segurança?, diz André Aprígio. Os policiais que trabalham próximo à FAL reconhecem que não conseguem evitar os assaltos. ?Somos dois para cobrir um quarteirão e isso é impossível?, admite um dos PMs, que pediu para não ser identificado. Ele revela ainda que os assaltantes se comunicam até de celular para avisar aos comparsas em que área os militares estão. ?Quando estamos em um local, eles atacam em outro. Sempre ficam em áreas descobertas?, explica. ?Já pegamos alguns flagrantes, mas é muito difícil isso acontecer, pois os bandidos geralmente estão de moto ou mobilete, o que facilita a fuga, uma vez que não temos viatura para persegui-los?, revela o policial. Ele diz ainda que quinta e sexta-feira são os dias em que ocorrem mais assaltos.