Polícia
Acusado em crime responde por dois outros homic�dios
?Ele não podia estar solto. Se o assassino estivesse preso pelos outros crimes, meu marido estaria vivo, aqui, comigo e os três filhos?. Entre soluços e lágrimas, a frase da viúva Lislayne Paiva da Costa, de 24 anos, resume o que ela sentiu ao saber que o provável matador do garçom Genival da Costa Ferreira, 24, responde por dois outros homicídios e nunca foi preso. Arthur Fonseca Albuquerque de Melo, 21, é apontado como o motorista enfurecido que executou Genival covardemente após uma discussão de trânsito, na terça-feira à tarde. O homicida já estava foragido pela morte de Anderson Bezerra do Nascimento, com mandado de prisão expedido no último dia 28, e respondia em liberdade pelo assassinato de Juliano Santos da Silva. Também consta um mandado de prisão em aberto datado de janeiro de 2010. Assassinato foi cometido à sangue frio e sem chance de defesa No depoimento prestado na Delegacia do 9º Distrito Policial (DP), Lislayne Paiva da Costa informou detalhes que reforçam a tese de um crime cometido à sangue frio e sem chance de defesa para a vítima. Após a colisão, a esposa conta que o rapaz já desceu do carro agredindo o garçom a socos. Passado um certo tempo, os ânimos se acalmaram. Genival já falava em arcar com o prejuízo, mas tentava explicar que começaria num emprego novo só em dezembro e pagaria assim que recebesse o primeiro salário. Após erguer o dedo polegar em sinal de que estava tudo certo, o acusado entrou no carro e deixou o local da colisão. ?Ele ainda disse: ?é nenhuma, véio?, mas deu a volta, arrodeou pelo posto de gasolina e fez o retorno?. Segundo Lislayne, o garçom estava agachado, observando os estragos na moto, e não notou a chegada do homicida. ?Eu ainda gritei para o Genival correr, mas o cara foi muito rápido. Ele estava dentro do carro, abriu a porta do passageiro, mandou a mulher que estava com ele se deitar, atirou e foi embora?.