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Oito carros s�o roubados por dia

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Em média, oito carros são roubados por dia em Maceió, número que tende a cair, a partir desta semana, depois que a Polícia Civil desarticulou uma quadrilha de ladrões de carros de luxo. O grupo agia em todo o Estado, principalmente na capital, visando, especialmente, às caminhonetes do tipo 4x4. Segundo avaliação dos policiais que participaram dos dois meses de investigação que antecederam a prisão do bando, a quadrilha pode ter roubado mais de 16 veículos. Denominada Avatar, a operação da polícia resultou na prisão de oito pessoas e na recuperação de 14 veículos. Conforme o delegado, a quadrilha vinha sendo investigada desde janeiro. Durante esses meses, vários membros do grupo foram identificados e monitorados. Contudo, a desarticulação do bando não impede que a população continue sendo vítima desse crime. O trabalho de investigação continua e tem como alvo outros três grupos organizados que estão ?metendo bronca? em Maceió. Quadrilha atua de forma organizada Confirmando que, em média, oito carros são roubados a cada dia, o delegado explica que, com a prisão do bando, fica mais difícil para os ladrões encontrarem imediatamente alguém para ?entregar? os veículos, ou seja, precisam de novos receptadores. ?Os caras que fazem o roubo não podem ficar muito tempo com o carro. Precisam ter alguém certo para entregar?, revela o delegado Marcos Lins. Significa, explica ele, que há uma estrutura criminosa em funcionamento, e cada elo dessa organização tem um papel pré-definido. ?Há pessoas responsáveis por roubar os veículos, outras para adulterar e clonar, o que esquenta a documentação e quem vende?, afirma. Quem vai para a rua tomar o carro tem um perfil já registrado pelos órgãos policiais. São jovens, têm entre 18 e 25 anos, estão desempregados ou em subempregos. Por cada carro roubado, recebem entre R$ 1 mil e R$ 7 mil, dependendo do veículo. Além de caminhonetes Hilux e Amarock, os veículos Corolla, New Civic e Fiat Strada são outros visados. Veículos são vendidos em outros Estados As investigações levaram a polícia a concluir que os carros eram adulterados e depois revendidos no próprio Estado, no Pará, Pernambuco, Sergipe e Mato Grosso, entre outros. Segundo policiais, um dos braços da quadrilha era Gilvan dos Santos, responsável pela falsificação e clonagem de documentação. Na casa dele, no loteamento Alvorada, no Tabuleiro do Martins, os policiais encontraram equipamentos gráficos de alta tecnologia, onde números de chassis obtidos com base em informações do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) eram usados na montagem de um ?novo? veículo, a conhecida clonagem. Daí o nome Avatar, dado à operação policial. Certidões de óbito e contracheques de diversas empresas, algumas bem conhecidas, estavam com o acusado. A quadrilha conta ainda com o funileiro Rui Campos da Silva, que tinha a função de conseguir os kits das revendedoras autorizadas e ?clonar? os veículos roubados. Ele é pai de Reiur e Reiber, presos por assalto a banco e também roubo de carros, e de Remi, preso com uma Hilux roubada em operação recente. Grande parte vai para desmanche Esta semana, o presidente da Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados (Fenaseg), Neival Rodrigues Freitas, declarou que apenas 28% dos carros roubados têm seguro. Segundo ele, de 2007 a 2011, o número de roubo e furto de veículos chegou a 1 milhão e 900 mil, e destes apenas 47% foram recuperados. Os dados da Fenaseg revelam que 53% dos veículos roubados vão para desmanches. Além de clonados e revendidos em outros estados, os carros roubados em Alagoas são usados em assaltos, e depois abandonados em locais ermos, muitas vezes totalmente queimados, ou desmanchados em ferros-velhos. Há grupos especializados em cada uma dessas modalidades criminosas, formados aqui mesmo em Alagoas e também vindos de Sergipe e Pernambuco. O delegado Marcos Lins revela que, nos últimos meses, surgiu no interior do Estado um segmento de receptadores de veículos do tipo utilitários, formado por agropecuaristas. Um dos focos que está sendo investigado localiza-se no município de Taquarana, onde os receptadores têm preferência por modelos Strada e Saveiro, cujo número de roubos tem crescido consideravelmente. ?O trabalho policial é intenso. Nem bem concluímos uma investigação e já temos que iniciar outra?, afirma o delegado.

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