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Polícia

Assustada, comunidade pede provid�ncias

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No dia seguinte ao incêndio do ônibus da empresa Tropical, em frente ao Conjunto Eustáquio Gomes, o clima era de medo e indignação entre os moradores. ?Está todo mundo com medo de andar de ônibus, as autoridades precisam fazer algo, falta tirar a bandidagem da rua?, suplica a dona de casa Solange Gomes. No ponto de ônibus mais próximo de casa, ontem pela manhã, Solange disse que não consegue parar de imaginar as imagens das chamas consumindo a estrutura do veículo. ?Não sai da minha cabeça a cena de uns homens tocando fogo num ônibus em que eu poderia estar dentro, deve ser um desespero grande, com as pessoas gritando?. Ela não viu, mas aconteceu algo parecido dentro dos quatro ônibus atacados em menos de um mês. O empresário José Roosevelt Júnior tem um ponto comercial bem próximo ao local do incêndio, no Eustáquio Gomes. ?Aqui as pessoas ficam à mercê dos bandidos porque a polícia não age. Agora vá num posto de combustíveis lá na Forene que toda noite ficam quatro viaturas lá, paradas, com os policiais batendo papo?, reclama. Comerciantes relutam em abrir portas MARCOS RODRIGUES - REPÓRTER Lojas com portas fechadas ou com funcionários por trás das grades e poucas pessoas na rua. Esse era o clima no Jacintinho durante o dia de ontem. No terminal de ônibus do Conjunto José da Silva Peixoto, nem uma viatura da polícia foi suficiente para atrair passageiros. No ponto de ônibus, apenas um coletivo da empresa Real Alagoas encontrava-se parado. Segundo o motorista, que temeroso não quis se identificar, os veículos da Cidade de Maceió tinham deixado de circular pelo local. ?Eu mesmo não iria parar aqui. Só vim porque vi a viatura?, disse o condutor da linha que liga o bairro a Pitanguinha. Uma professora, que só falou mediante o anonimato, disse que os problemas só se agravaram. ?Agora tem polícia, mas não é comum. Só sei que deixei de andar aqui às 22h. Quando termino minha aula no Trapiche fico por lá mesmo?, disse.

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