loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Polícia

Polícia

Popula��o � tomada pelo medo

Ouvir
Compartilhar

Maceió vive o Natal do pânico. Por mais que os órgãos de segurança digam que não houve arrastão no Centro, a população desconfia. Camelôs, vendedores e consumidores afirmam que a polícia está mentindo ao dizer que tudo não passa de boato. Diante da ?guerra? de informações ou do marketing para trazer os clientes de volta, uma coisa é certa: o Calçadão do Comércio viveu momentos de terror como nunca antes foi registrado na história da capital alagoana. A onda de terror se espalha por toda a cidade desde o início da semana passada e teve seu ápice por volta das 10h30 deste domingo, no Centro. A notícia de arrastão com tiroteio passou de boca em boca num efeito cascata, com a velocidade de um raio. O medo de morrer provocou correria, desmaios, invasões a lojas, pisoteamentos, depredação, furtos e saques. A Secretaria de Defesa Social (Seds) tenta acalmar os ânimos, mas a população já vinha com os nervos à flor da pele desde os arrastões que provocaram o fechamento do comércio no Jacintinho e o incêndio de quatro ônibus. Rio Largo também enfrenta pânico BLEINE OLIVEIRA - REPÓRTER Depois do suposto ?arrastão? no Centro de Maceió, no domingo, 18, ontem foi a vez do comércio de Rio Largo, a 27 km da capital, enfrentar o pânico do falso alarme. Segundo informações de populares, por volta das 11h, três homens, cada um em uma motocicleta, percorreram o comércio do Centro daquela cidade anunciando uma onda de assaltos. O tal alerta provocou o fechamento de lojas, supermercados e lanchonetes. O pânico teria se estendido da área comercial até o bairro Cruzeiro do Sul. ?Com a correria, a gente baixou as portas temendo a violência dos assaltantes?, disse Almir Paulo, gerente do PV Supermercados. Segundo Almir, nada aconteceu, mas os clientes e funcionários correram para o interior do estabelecimento apavorados, pois a cidade amanheceu comentando o suposto arrastão que teria ocorrido em Maceió, no domingo. Diante da notícia de que um bando de criminosos estaria chegando, lojistas e comerciantes da área também fecharam as portas por cerca de uma hora. ?Quem tava na rua correu para casa ou entrou em lojas para se proteger?, conta um motoboy, que não quis se identificar. Comerciantes amargam prejuízos O dia seguinte ao arrastão no Centro foi de ressaca. Vendedores ociosos lamentavam os prejuízos e, de braços cruzados, esperavam os clientes, que vinham bem aos poucos. Para eles, pouco importa se foi boato ou verdade. Os clientes foram arrastados pelo medo e quase ninguém comprou, justamente no último domingo antes do Natal, que poderia ser o dia com o maior registro de vendas em todo o ano. Em média, as vendas só alcançaram 15% do que poderiam atingir. ?O movimento estava ótimo, eu esperava vender mais de R$ 3 mil, mas não cheguei a R$ 400?, lamentava o vendedor de sapatos Alan Davis. O gerente de loja Wendell Omena afirma que ainda tentou reabrir, mas não havia clima. ?Foi um efeito manada, os clientes foram embora e os vendedores ficaram com medo. Não vendemos nem 20% do pretendíamos?. ?O serviço de inteligência da polícia informou que não houve assalto, tiroteio nem saques. Foram três maloqueiros que gritaram é um arrastão, aí começou a correria. A polícia agiu rápido para que os vândalos não se aproveitassem da situação?, resume a presidente da Aliança Comercial, Silvânia Ferreira.

Relacionadas