Polícia
Tudo n�o passou de boato
?As muitas notícias sobre arrastões nos bairros de Maceió foram boatos, que acabaram gerando pânico na população?. Essa é a versão do governo do Estado, repetida, ontem pela manhã, pelo secretário de Defesa Social, Dário Cesar Cavalcante, que compareceu à reunião do Conselho de Segurança Pública para falar dos últimos acontecimentos que incluem o incêndio de três ônibus, na semana passada, e notícias de arrastões no final de semana. Em entrevista à Gazeta, o secretário disse que no final de semana ? entre a noite de sexta-feira e a madrugada de ontem ? o 190, da polícia, registrou 38 denuncias de ocorrências de arrastão na grande Maceió. Porém, segundo ele, a polícia esteve em todos os lugares indicados, e nenhuma denúncia foi confirmada, nem mesmo no Centro da cidade. O que houve, segundo Dário Cesar, foi uma ocorrência na manhã de domingo, no Mercado da Produção, onde três homens ? que, segundo ele, a polícia já sabe quem são e de onde são ? chegaram armados ?talvez para um assalto ou para matar alguém?, provocando a reação de policiais e seguranças das lojas do Mercado. Houve troca de tiros e o caso acabou refletindo no Centro. ?Houve uma informação descontrolada? O comandante da Polícia Militar, coronel Luciano Silva, também falou sobre as ocorrências do fim de semana: Gazeta. Quais as providências que o comando da PM adotou em relação aos acontecimentos do fim de semana? Coronel Luciano Silva ? Reforçamos o policiamento fardado nas ruas. Colocamos o Bope [Batalhão de Operações Especiais] nas ruas, orientamos o helicóptero a sobrevoar os principais pontos comerciais de Maceió, aonde tinha aquela informação de situação anormal, disponibilizamos todas as viaturas, além da Radiopatrulha e da Cavalaria. Quantos policiais a mais vocês colocaram nas ruas, além do que estava previsto? Um percentual de 30% a mais. A que o senhor atribui esses últimos acontecimentos? Às ações da Defesa Social em desfavor de presos que foram relocados para o módulo seguro. Com isso eles perderam algumas regalias que possam ter tido e passaram a dar informações a quem estava fora do presídio, através de alguém que possa ter ido visitá-los no presídio; mandaram essa ordem, para fazer aquelas ações que aconteceram, de queima de ônibus. Então o senhor continua apostando na tese de que estão saindo ordens do sistema prisional para orientar essas ações? Isso já foi constatado pela própria Defesa Social.