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Aus�ncia de policiais � motivo de cr�ticas

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Givanildo da Conceição, 29, e Leandro Antônio da Silva, 23, eram dois dos passageiros que, naquela noite, tinham ?decolado? da Ponta Verde ao Benedito Bentes 1. Esperaram mais de hora pela condução. Precisaram de uma hora e meia para chegar ao terminal onde a Gazeta os encontrou, esperando o coletivo que os levaria ao Conjunto Frei Damião, naquele complexo habitacional. Concordam com a entrevista à Gazeta. Quanto à viagem, queixam-se do desconforto, da perda de tempo esperando pela condução e do ?sofrimento? que é ficar mais de uma hora e meia em pé, mesmo pagando pela passagem. ?Dizem por aí que vai aumentar. É verdade??, pergunta, antes de sugerir observação ao que está visível: ausência de policiamento naquele terminal. ?Não tem um pé de polícia aqui à noite. Veja!?, comenta Leandro Antônio, ansioso para chegar ao lar e acarinhar o filho mais novo, de sete meses. ?Todo dia, rezo para chegar em casa tranquilo?, diz. Seu colega de labuta (ambos são lavadores de carros na Pajuçara) emenda: ?A gente sempre se preocupa com a viagem e com a família que deixa em casa?. NO JACINTINHO, NINGUÉM EMBARCA Terminal Rodoviário do Conjunto José da Silva Peixoto, Jacintinho. Quarta-feira à noite, 20h30. Além do motorista e do cobrador, que aguardavam o momento exato da partida, nenhum passageiro. Ou melhor: algumas crianças utilizavam a estrutura do prédio, meio combalido, para ouvir música e brincar. A calmaria contrastava com o aperreio da semana anterior. ?Agora, tudo tranquilo, mas na semana passada, meu amigo...?, recordava Adriano Conrado, morador do bairro há três anos, o mesmo tempo de trabalho como cobrador de um ônibus que percorre, no período noturno, o trecho Jacintinho/Centro de Maceió. Geralmente, contou-nos, o veículo parte quase vazio. Quase vazio? Sim. Naquela noite, ninguém além dele e do motorista. É sempre assim? Questionamos. ?À noite, sim. O veículo sai vazio do terminal. Quase ninguém embarca aqui?. A precariedade estrutural do terminal e a sensação de insegurança depois do pôr-do-sol talvez sejam, na opinião do cobrador, explicações para a ausência de passageiros. O mesmo não acontece no período matutino, quando se registra a multidão. ?É PRECISO MUITA PACIÊNCIA? A reportagem da Gazeta também dialogou com passageiros à espera da condução, depois das 21 horas, em ponto de ônibus diante Hiper Bompreço, no bairro do Farol. Além das queixas com o retardo do transporte, alguns deles faziam referência à sensação de insegurança que é embarcar em veículos lotados e desembarcar em locais ermos, escuros. José Ricardo, padeiro em um supermercado do bairro do Benedito Bentes 1, esperava o transporte há mais de uma hora quando foi questionado pela Gazeta. Desconfiado, pediu para espiar o crachá deste repórter. Certo de que estava diante de um profissional, aceitou falar sobre a viagem à periferia, o transporte e a segurança pública. ?É preciso muita, muita paciência para pegar ônibus aqui no Farol?, conta, queixando-se do tempo de espera pelo transporte, que sempre chega ?lotado?. A viagem ao Benedito é tranquila, segura? ?Sempre tem um esperto ou outro espiando a gente. É por isso que não dá para vacilar e deixar pertences à mostra?, comenta Ricardo, atento aos ônibus que ali estacionam.

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