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Corpo de modelo ser� exumado

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O juiz Luciano Andrade de Souza determinou que o corpo do modelo Eric Ferraz, assassinado na noite de ano novo, no município de Viçosa, seja exumado e novamente periciado. O jovem teria sido enterrado com a principal prova do crime: as balas que o mataram. A realização de um novo exame cadavérico pode esclarecer a grande dúvida do delegado Belmiro Cavalcante, que é saber de onde partiram os disparos que atingiram a vítima, se do revólver de Judarley de Oliveira ou da arma de seu irmão, o policial civil Jasley de Oliveira. A exumação só será necessária porque, no último domingo, o médico legista José Lopes da Silva Filho não localizou três dos cinco projéteis que atingiram a vítima. Mesmo assim, liberou o corpo para sepultamento. O profissional alegou a falta de um equipamento de raio-X para justificar o ocorrido. Pai de vítima diz que só quer Justiça ?Não sou de vingança. Só quero Justiça?. Foi com essas palavras que Edglemes dos Santos, 51 anos, pai de Eric Ferraz, dirigiu-se ao governador Teotonio Vilela Filho. Na tarde de ontem, os dois se encontraram no Palácio República dos Palmares. Acompanhado de amigos e parentes, além de políticos da cidade de Marechal Deodoro, Edglemes se disse satisfeito com o encontro. ?O que queria falar eu consegui. Só estava preocupado com o andamento do processo. Pois eles (os assassinos) estavam contando com a impunidade?, disse Edglemes. Na avaliação do pai do modelo, graças a sua luta ? ele chegou a se acorrentar e iniciar uma greve de fome ?, o caso ganhou repercussão. ?O resultado está aí: um policial civil preso e um caseiro também, além do outro que está para ser preso. A primeira parte do que eu queria já está acontecendo. Sei que o que fiz, enquanto protesto, foi algo importante porque consegui sensibilizar o próprio governador?, declarou o pai de Eric. MR Caseiro é espancado dentro da delegacia MAURÍCIO GONÇALVES - MARCOS RODRIGUES / REPÓRTERES Após guardar uma arma a pedido do patrão, ficar preso e ser espancado por mais de dez pessoas dentro da delegacia, o caseiro João Alfredo Santos Silva, 24 anos, só quer saber de se esconder em um lugar bem longe de Viçosa. A pistola 765 pertencia ao foragido Judarley de Oliveira, acusado pelo assassinato do modelo Eric Ferraz na festa da virada. Na tarde de ontem, ele foi solto após pagar fiança de um salário mínimo. Com um inchaço no olho direito, hematomas no pescoço e se queixando de dores no tórax, ele falou com exclusividade à Gazeta e relembrou os momentos de agonia. ?Cheguei na delegacia às 16 horas. Fui ouvido e por volta das 17h30 já estava na cela. Lá, os presos perguntaram se eu tinha alguma coisa com a morte do rapaz (Eric). Disse que não. Depois, colocaram um lençol na minha cabeça e começaram a bater em mim. Gritei, mas ninguém veio. Então consegui sair e um preso me mandou lavar o rosto. Não sei quem bateu em mim?, relatou João Alfredo. O caseiro contou que, algum tempo depois, os policiais o retiraram da cela e o colocaram numa sala, até comunicarem o fato ao delegado.

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