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Nº 5716
Polícia

Aluno preso na Apocal pode processar Estado

O Sindicato da Polícia Civil de Alagoas saiu, ontem, em defesa do aluno, preso no prédio da Academia de Polícia, acusado de destruir provas do incêndio ocorrido na madrugada da última quarta-feira. O presidente da entidade, Carlos Jorge, afirmou que a dec

Por | Edição do dia 04/10/2002 - Matéria atualizada em 04/10/2002 às 00h00

O Sindicato da Polícia Civil de Alagoas saiu, ontem, em defesa do aluno, preso no prédio da Academia de Polícia, acusado de destruir provas do incêndio ocorrido na madrugada da última quarta-feira. O presidente da entidade, Carlos Jorge, afirmou que a decisão de prender Ascânio Rodrigues foi, no mínimo, precipitada e que a entidade deve apoiá-lo caso deseje processar o Estado. Ascânio Rodrigues foi preso pouco depois das 8 horas, quando apagava uma inscrição no quadro negro da sala de aula relativa a um candidato a presidente, que ele próprio havia feito na véspera. Autorizados O presidente do Sindpol entende que se os alunos foram autorizados a ingressarem nas salas de aula foi por autorização da direção da academia e que isso aconteceu após terem sido tomadas todas as providências legais para apuração do fato, ou seja, após a realização da perícia no local, que já não estava isolado. Por isso, adverte o sindicalista, não havia razão para o promotor Ciro Blater ter visto a atitude do aluno como suspeita e tomado como uma tentativa de apagar provas que pudessem levar à identificação dos supostos incendiários e, sem querer buscar detalhes, deu voz de prisão ao acadêmico. O aluno da Apocal ficou preso no Tigre (o grupo de operações especiais da Polícia Civil) das 8 horas até por volta da meia-noite, sofrendo constrangimentos e humilhações, segundo colegas da academia, que retomaram as aulas, sob protestos, na manhã de ontem. Ascânio, que poderá ser indiciado em inquérito, não compareceu ao local. Segundo os colegas, eles estão também passíveis a indiciamento, pois, após a prisão de Ascânio, fizeram a lavagem do prédio e, por conseqüência, apagaram provas.

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