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INVESTIGA��O CONTRA O CRIME

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A polícia mudou. Na ditadura, era diferente. Bastava uma confissão ou provas testemunhais para ?esclarecer? um crime. A tortura era rotina. Inteligência, coisa para general patriota ou subversivo que ouvia Chico Buarque. Pensar demais era perigoso, principalmente para policiais. O tempo dos militares deixou aleijões na filosofia da investigação criminal. Feridas que sangraram nas três últimas décadas, mas começam a cicatrizar. O serviço de inteligência é um dos remédios que começam a surtir efeito contra práticas burras (ou até propositalmente ineficazes). A lógica de prender qualquer suspeito que apareça e exibi-lo na imprensa perde espaço para conceitos como produção de conhecimento, sigilo e análise estratégica. Ao invés de estapear o ?meliante? para ele falar, é mais produtivo monitorar todos os seus passos antes de prendê-lo. De nada adiantaria o sujeito ser liberado por falta de provas. Ainda que o réu confesse e seja condenado, seria preciso, antes, saber se ele pertence a uma organização criminosa e localizar todos os comparsas, principalmente os líderes. O tempo em que ?mostrar serviço? era apenas contar o número de prisões efetuadas está ficando para trás. Hoje, o trabalho silencioso de serviços de inteligência nas polícias civil e militar é muito mais eficiente que os espancamentos, gritos de dor e choques elétricos praticados durante muito tempo nos porões e xadrezes. Em Alagoas, um dos fronts avançados nesta trincheira do novo contra o velho é o Núcleo de Inteligência (NI) da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic).

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