Polícia
Tr�fico pode ter matado jovem
Revendedor de gás de cozinha, o comerciante José Nilton dos Santos, 44, não sabe a quem atribuir o brutal assassinato da filha, a estudante Damaris Josiele Santos, de 19 anos, cujo corpo foi encontrado por caçadores na tarde da última sexta-feira, 16, parcialmente enterrado numa cova rasa, na ?Matinha?, em Marechal Deodoro. Segundo as primeiras informações, Damaris foi morta com um tiro na nuca e outro no abdômen. Chocado, o pai, que viu pelos sites de notícias a imagem da filha e do local, reconheceu o corpo no Instituto Médico Legal Estácio de Lima (IML). Apesar do adiantado estado de decomposição, as diversas tatuagens que ela fizera ajudaram José Nilton a confirmar que se tratava de Damaris Josiele. Com medo, ele não permitiu ser fotografado, e disse que se prepara para deixar Alagoas. Natural de Sergipe, José Nilton vive há seis anos em São Miguel dos Campos, onde Damaris residiu até a semana anterior à sua morte. A jovem saíra de casa na segunda-feira, 5, dizendo que iria viver com um rapaz em Maceió, e não mais voltou. O pai revela que sequer sabe o nome desse suposto marido de Damaris, muito menos o bairro onde o casal estaria vivendo na capital. A família reside no Conjunto Hélio Jatobá 2, na periferia de São Miguel. ?Não tenho interesse em descobrir o que aconteceu. Isso não trará minha filha de volta, só mais riscos para a minha família. Tenho medo?, disse. Para ele, Damaris pode ter morrido ?por causas das amizades ruins que tinha?.