Polícia
Empres�rios dep�em no caso F�bio Acioli
Depois de três anos e quatro meses da morte do estudante universitário Fábio Acioli, a Justiça ainda não sabe a motivação do crime. O mistério continua e, até o momento, o Ministério Público, responsável pela acusação, não sabe se a motivação da morte foi passional ou comum. Ontem, após quatro horas de depoimento ao juiz da 9ª Vara Criminal, Maurício Brêda, que incluiu uma acareação do empresário Márcio Rapôso com a testemunha protegida pela Justiça, o garçom Marcos Aurélio Fernandes Souza, pouco se esclareceu sobre o fato. De acordo com o advogado André Falcão, assistente da acusação, os depoimentos, ocorridos a portas fechadas, pouco acrescentaram ao caso, o que deixa mais distante a possibilidade de identificar um autor intelectual. Ao ser ouvido, Marcos Aurélio ? que atualmente integra o Programa de Proteção a Testemunhas ? voltou a envolver Márcio Rapôso no crime, mas caiu em diversas contradições. Para o advogado, associadas à falta de elementos probatórios, não apurados na fase de inquérito, as contradições atrapalham a linha a ser seguida pelo Ministério Público. ?Não se pode descartar, por exemplo, a hipótese de crime comum?, limitou-se a dizer André Falcão, atendendo ao pedido da família da vítima para não se pronunciar.