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Polícia

� O FIM?

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Os encapuzados estão nervosos, querem ir embora logo. Deitado com o rosto no banco do carro, o gerente teme levar um tiro na cabeça. Finalmente, alguém manda ele ter calma e começa a cortar o cinto. Parece que usa um alicate especial; Jailson não sabe que tipo de ferramenta é, nem se arrisca a olhar. O que importa é ficar livre da carga explosiva. Ufa! Tudo certo. Livre da bomba, ele nota que o celular de Andréia ainda está na bolsa dela. Liga para a agência, diz que está tudo bem e pede para o setor administrativo fazer os contatos necessários. É o fim de um drama e o início de outro. ?Mudou muita coisa na nossa vida, a todo instante a gente sente insegurança, todo mundo é suspeito?, diz o gerente, com nítidos sintomas de stress pós-traumático. Mesmo com direito a folga, licença ou férias, Jailson preferiu voltar ao banco no dia seguinte, para não ficar ocioso, remoendo o trauma. Passou uma semana na casa da sogra, mas já está de volta à residência onde passou os piores momentos da vida, ao lado da esposa. A ideia fixa de quem estava por trás das máscaras o perturba. A sensação de impunidade também. ?Ninguém tem ideia de quem eles são, é um crime com grande possibilidade de ficar impune?. Após tudo o que passou, o gerente destaca que o governo de Alagoas deixou o Estado na mão de terceiros. ?O que mais se vê por aí é segurança particular, empresas e vigilantes pagos fazendo o que a polícia deveria fazer?. Para Jailson, os bandidos estão muito mais organizados que a polícia. ?A investigação da quadrilha é bem melhor do que a da polícia, que não consegue saber da vida deles como eles sabem da nossa?. ?

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