Polícia
NA MIRA DOS GOLPISTAS
?Fui no caixa eletrônico, coloquei o cartão, apareceu a tela de opções e comecei a teclar para fazer um saque?. De repente, surge a mensagem: ?tentativas esgotadas, seu cartão foi bloqueado, dirija-se à sua agência bancária?. O susto foi grande, trouxe um frio na barriga e deixou o juízo rodando de aperreio. Temendo pelo pior, Graciliano de Assis sacou logo o celular do bolso e recorreu ao serviço de Bankfone do Bradesco. ?Fui direto no saldo; quando veio a resposta, tomei outro susto, maior ainda. Tinha recebido as férias da empresa onde trabalho e, do nada, estava afundado no limite do cheque especial porque fizeram quatro saques de R$ 800?. Graciliano de Assis é o nome fictício de um trabalhador alagoano de 42 anos, casado, pai de três filhos, que foi mais uma vítima da fraude do cartão clonado. Só concordou em relatar seu drama à Gazeta sob a condição de não se identificar. Ao chegar à agência bancária com o prejuízo de R$ 3.200 na cabeça, ele soube que os saques tinham acontecido no sábado, domingo e naquela fatídica manhã de segunda-feira, dia 7 de maio último.