Polícia
Comerciante ferido em assalto morre no HGE
A família de José Cassemiro dos Santos tem dois motivos para se queixar do Estado: a falta de investimentos em segurança e saúde pública contribuíram para a morte do comerciante, de 53 anos. Cassemiro foi assaltado na porta do Itaú da Rua do Sol, no dia 14 de maio, levou um tiro e ficou três dias na fila de espera para conseguir uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE). Após duas semanas de atendimento duvidoso, em meio ao risco de infecção hospitalar por uma superbactéria, Cassemiro morreu de parada respiratória. As investigações apontam que ele tinha sacado R$ 30 mil, foi atacado pelos assaltantes ainda na porta da agência e tentou reagir, sendo atingido por um tiro na perna. Infelizmente, esta única bala atingiu (e trespassou) a veia femoral. ?Fica um sentimento de impunidade, de insegurança, de impotência. A qualquer momento, você pode ser assaltado, sofrer com a violência, levar um tiro, morrer, e você não vê a polícia na rua, combatendo os bandidos?, critica o empresário Túlio Cassemiro, filho da vítima. No dia do crime, Túlio conta que conseguiu conversar com o pai antes de ele entrar no centro cirúrgico. ?Ele disse: ?Meu filho, eu reagi, eu fiz o que não devia??, conta o jovem, tentando conter as lágrimas.