Polícia
�REA NOBRE DE LAZER � TOMADA PELA VIOL�NCIA
Enquanto a cerveja, os pratos e petiscos desciam às mesas de bares e restaurantes de um dos corredores mais badalados da noite de Maceió, no Stella Maris, na noite da última sexta-feira, a poucos metros dali, familiares e amigos derramavam lágrimas e homenageavam o médico José Alfredo Vasco Tenório, no local exato onde ele foi assassinado barbaramente durante um assalto, no último dia 26, no Corredor Vera Arruda. Batizado com o nome da bela e competente estilista alagoana, o local foi inaugurado dois meses depois do falecimento de Vera Arruda, aos 38 anos, após complicações decorrentes de um tratamento de câncer, em julho de 2004. Projetado para ser um espaço cultural, de lazer, o lugar foi tomado pela bandidagem e pelo tráfico de drogas. Não há morador de seu entorno que não tenha uma história para contar de violência vivida no espaço que já é chamado de ?Corredor da Morte?. O crime funciona no local 24 horas. Seja de manhã, à tarde ou à noite, a indústria do assalto e a dinâmica do tráfico estão em plena atividade. A Gazeta esteve no Corredor Vera Arruda durante três dias seguidos, na última semana, após o assassinato do médico José Alfredo Vasco Tenório. Depois da repercussão do caso, a Prefeitura de Maceió tratou logo de repor as lâmpadas e ?dar um grau? na iluminação do corredor.