Polícia
Casa de Cust�dia de Arapiraca est� longe de ser modelo
Arapiraca ? Com problemas de superlotação e após abandonar modelo de funcionamento idealizado, a Casa de Custódia de Arapiraca completou, esta semana, dois anos de existência. De acordo com Jorge Samuel, policial civil que dirige a unidade prisional que atende a nove municípios, as dificuldades são grandes, mas mesmo assim existem motivos para ?comemorar?. ?Nunca passamos por fugas, rebeliões, tentativas de homicídio ou de suicídio. Nunca precisamos do apoio da Polícia Militar para dar reforço e o mérito por tudo isso é de todos os agentes que trabalham aqui, porque não é fácil o trabalho deles. Nós recebemos desde presos que tentaram roubar um celular até um assaltante de banco, desde um infrator da Lei Maria da Penha até um assassino?, declarou. Segundo o diretor da Casa de Custódia, a presença de presos de alta periculosidade agrava o problema de superlotação. A unidade prisional, que foi construída para abrigar no máximo 90 presos, em dez celas, hoje é o teto para 150 detidos que aguardam julgamento. ?Não levo em consideração a utopia de que se cada cela possui quatro camas de cimento, então deveria abrigar apenas quatro presos. Só que, hoje, a média de lotação das celas é de 13 presos, e temos algumas que chegam a ter 20?, declarou.