Polícia
Acusados de fraude v�o responder por estelionato
Maragogi ? O delegado Antônio Miguel Pereira Junior, responsável pelo Serviço de Comunicação Social da Polícia Federal (PF) em Alagoas, informou, ontem, que os acusados de fraudar o seguro defeso vão responder por crime de estelionato. Segundo ele, há diversos inquéritos em andamento sobre o caso e alguns já encerrados, com a devida condenação. A Gazeta revelou, na edição do último domingo, a existência de um esquema para fraudar o recebimento do seguro defeso em Alagoas com a conivência de colônias de pesca espalhadas pelo Estado. O delegado federal acredita que os critérios utilizados pelas colônias e pelo próprio Ministério da Pesca e Aquicultura para a concessão do seguro defeso são insuficientes para garantir o efetivo controle, abrindo espaço para as fraudes. ?Normalmente, a Colônia de Pesca reconhece como pescador de subsistência quem tem outras atividades. Essas pessoas, que não vivem de pesca e estão empregadas ou mesmo trabalham em negócio próprio, utilizam a documentação fraudada para receber o seguro, cometendo, assim, estelionato contra o governo federal?, confirmou o delegado. De acordo com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas (SRTE), o caso mais escandaloso ocorre em Maragogi, onde apenas 104 pedidos para o recebimento do seguro defeso da lagosta foram acatados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A Colônia Z-15 tem mais de dois mil pescadores filiados. O pente fino imposto pela SRTE já evitou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 10 milhões só em Maragogi.