Polícia
Greve de legistas prejudica servi�os no IML
Médicos param e liberação de corpos pode demorar dois dias Os dois novos diretores do Instituto Médico Legal (IML) de Maceió tomaram posse ontem, em meio ao furacão de acontecimentos que gira em torno do órgão em crise. Médicos legistas em greve, corpos sem liberação, povo sem poder enterrar os parentes mortos e prédio caindo aos pedaços são os ventos que sopram (ou bafejam) contra os novatos que precisam sentar nas cadeiras do ex-diretor-geral, Gérson Odilon, e do ex-diretor administrativo, Carlos Burgos. ?Chegamos agora e já pegamos essa bomba com o estopim aceso. Me deram o abacaxi para descascar, com talo e tudo?, comentou o novo diretor administrativo, sargento PM Olivan Mendes. Já o diretor-geral, Luiz Antônio Mansur, antecipou que os corpos que chegam ao IML podem demorar até 48 horas para serem liberados. ?Mesmo sem greve, a liberação tem este prazo em qualquer país do mundo, e até semanas, dependendo dos casos. As famílias teriam que ficar um pouco menos tensas com a espera?, sugere Mansur. PAULO ROGÉRIO ASSOCIAÇÃO DOS PERITOS ?Como o Ministério da Justiça oferece R$ 40 milhões para implementar modelo em Alagoas, se os profissionais têm o salário mais baixo do País?? OLIVAN MENDES DIR. ADMINIST. DO IML ?Me deram o abacaxi para descascar, com talo e tudo?