Polícia
Familiares de mortos amea�am diretor do IML
Corpos não são liberados desde a última quinta-feira devido à greve Um dia após o início da greve dos médicos legistas em Alagoas, o Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima, em Maceió, estava em meio ao caos. Com a paralisação dos exames de necropsia, vários familiares de mortos concentraram-se no IML enquanto aguardavam a liberação dos corpos, que não acontecia. Reclamando da longa espera e de não poderem enterrar seus entes, os familiares revoltaram-se contra o novo diretor do instituto, Luiz Mansur, que precisou de escolta policial para deixar o órgão sem ser agredido. Até a tarde de ontem, dezoito corpos já se acumulavam no IML. Dois policiais militares foram acionados pela direção do órgão para reforçar a segurança e lá permaneceram durante todo o dia. ?Os policiais foram chamados para garantir a integridade física dos funcionários?, afirmou Aarão José, que acompanhava o diretor em sua saída e também foi alvo da indignação dos familiares. Os cadáveres que chegaram ao instituto, desde quinta-feira, não estão sendo submetidos à necropsia, já que os médicos legistas estão em greve. De acordo com informações dadas pelo assessor de comunicação do órgão, Aarão José, o IML de Maceió possui duas geladeiras, com capacidade para cinco corpos cada uma. Dos cadáveres que estavam no instituto, nove seriam de pessoas não identificadas e já estariam prontos para serem enterrados; os outros ainda precisariam passar por necropsia. Segundo contam funcionários do IML, que pediram anonimato, oito corpos estariam recolhidos às geladeiras e os demais aguardavam no chão do instituto. Além disso, uma das duas geladeiras estaria quebrada, complicando ainda mais a situação. ?Infelizmente, essa é a nossa realidade, e não é por causa da greve?, disse Luiz Mansur. * Sob supervisão da editoria de Cidades.