Polícia
Lentid�o na per�cia emperra processos
Combate ao jogo ilegal esbarra na falta de análise dos equipamentos As cerca de 300 máquinas apreendidas em abril deste ano, durante operações de combate ao jogo organizado realizadas pelo 1º Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual (MPE), ainda não foram periciadas. A perícia vai determinar se os acusados praticaram outros delitos. Mais de 15 pessoas foram detidas no Estado por promover a atividade ilegal, mas foram liberadas. O equipamento apreendido era utilizado como bingos eletrônicos e caça-níqueis. Até agora, houve três operações do Gecoc, em parceria com a Força Nacional, no intuito de desmantelar essas quadrilhas. Em apenas uma delas, denominada ?Game Over?, foram fechadas sete casas de jogos em Maceió. ?Sabemos que há outros locais onde essas atividades ocorrem, mas não podemos agir enquanto as máquinas já apreendidas não forem periciadas?, afirmou o promotor Alfredo Gaspar de Mendonça, coordenador do Gecoc. Segundo ele, o problema é que, além da demora na perícia das máquinas, não há um local adequado para depositá-las enquanto a análise não é feita. Alguns bens apreendidos nessas casas de jogos, que não precisavam passar pelo processo pericial, estão sendo utilizados pela Força Nacional. Como o Estado afirma não possuir verba para investimentos em melhorias materiais, o MP solicitou à 17ª Vara Criminal da Capital que os ar-condicionados e parte do mobiliário fossem utilizados. A solicitação foi acatada pela Justiça.