Polícia
Sindapen aponta melhorias
Para comprovar seu argumento, o dirigente sindical lembra o período em que os detentos realizavam rebeliões e praticavam atos de selvageria como ?decapitar outros presos e jogar as cabeças nos pés das autoridades que iam ao sistema negociar?. Jarbas de Souza diz que foram os agentes os responsáveis pelo fim desse período, enfrentando com disciplina os ?chefões? das cadeias. ?Nós fomos para dentro de todos os módulos e de lá tiramos os orelhões (telefone), que eram usados para comandar mortes de pessoas que estavam fora dos presídios, para negociar drogas, trazer prostitutas. Ações como estas foram esquecidas. Mesmo diante do resultado positivo do trabalho dos agentes, continuamos sem valorização?, reclama Jarbas de Souza, ressaltando que a falta de melhorias salariais resulta na constante diminuição do número de agentes penitenciários. Segundo ele, dos poucos mais de mil agentes aprovados no concurso realizado em 2006, restam, hoje, 700 servidores, ao tempo em que foram feitas cerca de 1.800 contratações sem concurso.