Polícia
Bando tinha o apoio at� de comerciantes
De acordo com as investigações, a quadrilha agia de várias maneiras: comprando informações de proprietários de cartões, inclusive com senhas, ao preço de R$ 100 por cartão; por meio de maquinetas de cartões usadas na loja, com a conivência do comerciante ou de um funcionário da loja, que repassa os dados gravados em troca de um percentual no esquema. Eles também cooptavam funcionários dos Correios e de portarias de condomínios que retêm e repassam os cartões, antes de chegaram ao destinatário; e ainda espalharam um vírus que capta informações de quem compra via internet. A maioria das pessoas presas é constituída de jovens, a partir dos 18 anos de idade, bem vestidos, alguns com nível superior, identificados pelos promotores e delegados, como integrantes da classe média e como pessoas dotadas de conhecimento tecnológico, nesse caso usado a serviço do crime financeiro. ?Não é uma quadrilha de ?pé de chinelo??, disse o procurador geral de Justiça, promotor Eduardo Tavares.