Polícia
Feliz vou ficar quando provar minha inoc�ncia
Um ano depois de ter sido presa acusada de ser a autora intelectual do sequestro e morte da estudante universitária Giovanna Tenório ? crime que teria sido motivado por ciúmes, ao descobrir o envolvimento da vítima com seu marido, Tony Bandeira ?, a empresária Mirella Granconato Ricardi deixou o sistema prisional, no fim da tarde de ontem. Ela cumprirá prisão domiciliar e terá seus passos monitorados por uma tornozeleira eletrônica, conforme determinou o juiz da 8ª Vara Criminal da Capital Maurício Brêda. Ao deixar o presídio, ainda emocionada e ao lado de seu advogado, Raimundo Palmeira, ela respondeu à imprensa sobre seu maior sonho, ao ser indagada se estava feliz. ?Estou aliviada. Feliz vou ficar quando provar minha inocência?, enfatizou. Ao falar sobre o que desejava fazer assim que tivesse contato com sua família, Mirella não hesitou: ?Quero ficar abraçada com meus filhos e dormir com eles. Isso é o que eu mais quero. Foi o que eu mais desejei e hoje eu vou fazer?, disse, com a voz embargada e o olhos marejados. Cuidadosa com as palavras, ela sabe que, mesmo fora da prisão, o processo continua. Por isso, ela tem consciência que ainda não terá uma nova vida, a partir de agora. ?Ainda não. Vou ter isso quando recuperar a minha dignidade e conseguir provar minha inocência?, enfatizou.