Polícia
POL�CIA INSTAURA 321 INQU�RITOS EM 2011
É duro sofrer um golpe da pessoa amada. A mão que massacra é a mesma que tanto fez carinho. A boca que beijava agora dispara fúria, ultrajes e impropérios. ?Olívia? sempre foi franzina e se apaixonou por ?Brutus? (nomes fictícios) quando tinha 14 anos. Adorava exibir o namorado alto e forte para as amigas, sem saber o que lhe aguardava. Casou com 16, pariu aos 17 e levou a primeira surra antes de completar 18 anos. Hoje Olívia tem 25 anos e muito medo de morrer. Os músculos do marido infiel serviram a outras mulheres. Para ela, sobravam pancadas. ?Ele deu uma porrada tão forte no meu peito, que eu caí para trás e quebrei a costela, fiquei sem respirar?. Na última surra que levou, Olívia foi hospitalizada e quase morre com uma perfuração no pulmão. Só então deu um basta. Pegou o telefone e acionou o Ligue 180, da Central de Atendimento à Mulher, e teve coragem de fazer a denúncia. A vida desta mulher sofrida, junto com os dois filhos, está recomeçando. O marido está atrás das grades. A recepção da 1ª Delegacia de Defesa dos Direitos da Mulher, no Centro, tem vários cartazes de conscientização na parede. Um deles chama a atenção da maioria das vítimas: ?Queremos ver você com outros olhos?, sugere a mensagem, junto com a foto de uma mulher com os olhos roxos de espancamento e insônia.