Polícia
Sobrinho confessa envolvimento na morte de servidora
O luto da família Lins Pinheiro tem o gosto amargo da traição no próprio seio, um fel difícil de tragar. A dor pelo assassinato da funcionária pública Quitéria Maria Lins Pinheiro, 54 anos, ficou ainda pior com o esclarecimento do crime. A polícia prendeu ontem o sobrinho da vítima, Klinger Lins Pinheiro Dias Gomes, 20 anos, acusado de envolvimento no homicídio. O motivo seria a cobrança de uma dívida de R$ 5 mil. O rapaz foi visto com a tia, cerca de 40 minutos antes do crime. Só ficaram os dois na residência da Rua Serafim Costa, no bairro da Gruta, quando uma das seis irmãs da funcionária pública, Talma Lins Pinheiro, saiu de lá. Por volta das 19h de domingo. Quitéria foi executada na entrada de casa, com quatro tiros nas costas e na nuca. Os vizinhos viram quatro suspeitos fugindo numa Ecosport preta. O portão ficou aberto e levaram apenas o celular de Quitéria. Klinger ainda tentou alegar que foi vítima de um sequestro para despistar, mas a polícia não acreditou. Segundo o delegado de homicídios, Marcos Lins, o rapaz caiu em contradições durante o interrogatório e admitiu participação na morte da tia que o criou como uma mãe. O carro utilizado na fuga dos assassinos (ou no suposto sequestro) está no nome de Klinger e foi apreendido.