Polícia
Professora cai em golpe
O telefonema avisa que a pessoa tem uma bela soma a receber e, para o dinheiro ser liberado, é preciso depositar taxas em uma conta corrente. A professora da rede estadual de ensino Maria Dagmar é uma pessoa atenta, mas, num dia em que estava emocionalmente frágil, abriu a guarda para uma quadrilha que pratica o golpe do seguro. Na última terça-feira, ela recebeu a ligação de um homem que se identificou como doutor Ricardo, supostamente do Conselho Federal de Seguros. Segundo ele, Dagmar tinha uma apólice para resgatar, de seguro realizado em 1989, por meio de um órgão identificado como Capemi. ?Ele pediu à minha mãe para entrar em contato pelo telefone (85) 8730-4232 para dar mais informações?, conta a filha da professora, a policial militar Micheliny Tenório de Lima. Ao ligar, a pessoa que atendeu informou que se tratava da Superintendência de Seguros Privados (Susep), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, e transferiu a ligação para o suposto diretor, ?doutor? Hélio Fonseca. Ele afirmou que Dagmar tinha direito a R$ 32.600,00, além de uma pensão vitalícia de dois salários mínimos.