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“Eles n�o precisavam me humilhar”

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O telefone do sociólogo Carlos Martins tocou na tarde da última quarta-feira (15). Ele atendeu com a mesma tranquilidade que recebeu as ligações de solidariedade e as solicitações de entrevistas. Uma voz feminina anunciou. ?Um momento só, que o governador Teotonio Vilela vai falar com você?. ?Pois não?, respondeu surpreso Carlos. ?Alô, Carlos Martins, é o governador Teotonio Vilela, eu quero em nome do Estado me desculpar pelo erro cometido pela polícia contra você?. Embora tenha demonstrado humildade e sensibilidade em sua atitude, o pedido de desculpas do governador Teotonio Vilela só confirmou o desastre da ação policial que, cinco dias antes, na tarde da sexta-feira, dia 10, confundiu o sociólogo Carlos Martins, fundador do Núcleo de Estudos sobre a Violência em Alagoas (Nevial) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), com um assaltante de banco. A residência dele foi invadida de forma equivocada por policiais da Divisão Especial de Investigação e Captura (Deic) da Polícia Civil, por alguns dos agentes que eram comandados há pouco tempo pelo agora delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, que está sendo acusado de crime de tortura praticado no interior da sede da Deic.

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