Polícia
Soci�logo questiona crit�rio usado para invadirem sua casa
Natural de Ilhéus, na Bahia, residente em Maceió há mais de 20 anos, militante da causa negra, Carlos Martins formou-se em sociologia pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). É um dos fundadores do Núcleo de Estudos sobre a Violência em Alagoas (NEVIAL), que tem à frente as professoras Ruth Vasconcelos e Elaine Pimentel, duas das principais pesquisadoras sobre o tema no Brasil. Aluno do mestrado de Sociologia, onde, por uma infeliz coincidência, pesquisa sobre a ação policial, Carlos Martins jamais imaginou que viveria uma experiência que nenhum livro de sociologia pesquisado por ele foi capaz de descrever. Na sexta-feira, dia 10, às 14h, ele se preparava para ir à Ufal, onde participaria de um evento no qual proferiria uma palestra. O barulho do helicóptero sobrevoando sua casa e a movimentação no portão da frente indicavam que algo estava acontecendo. Saiu e caminhou até o portão. Percebeu que, por cima, um braço já tentava abrir o ferrolho trancado com cadeado. ?É a polícia!?, ouviu. Pensou em voltar para pegar a chave, mas foi advertido. ?Não volta! Fica aonde está, deita no chão!?. Enquanto obedecia e deitava de bruços, o portão da sua residência era arrombado. LM