Polícia
Acusados em crimes s�o julgados em mutir�o
Nunca os corredores da faculdade estiveram tão agitados. Vinte salas de aula foram transformadas em tribunais de júri e muita gente queria entrar. Os estudantes de Direito estavam ansiosos, mas era preciso fazer o cadastro numa longa fila para entrar depois dos vinte juízes, vinte promotores, dez defensores públicos, dezenas de advogados, centenas de jurados e testemunhas e todos os réus presentes. O mutirão do Tribunal de Justiça (TJ) para julgar crimes dolosos contra a vida tirou o pó de processos antigos, que estavam acumulados há muito tempo na 9ª Vara Criminal da Capital. Esta foi a primeira das noves etapas que serão desenvolvidas dentro do Programa Brasil Mais Seguro, numa parceria do TJ com o Ministério da Justiça, Ministério Público, governo estadual e Defensoria Pública. A meta é julgar 180 processos encalhados na 9ª e na 8ª Vara da Capital e nas comarcas de Arapiraca e Palmeira dos Índios. Cada etapa terá vinte tribunais de júri. Para se ter uma ideia de como os casos são antigos, um deles que estava nas mãos do advogado Raimundo Palmeira ainda era datilografado porque o crime tinha acontecido há 23 anos. O acusado está foragido até hoje, alegando ter medo de ser assassinado.