Polícia
Bandidos atacam duas ag�ncias banc�rias
Rio Largo dormia quieta quando a grande explosão retumbou pelo Centro. Às 2h30 da madrugada, o jovem Diego Maxwell pulou da cadeira do computador com o susto e logo ouviu um segundo estrondo. ?Foi um barulho terrível, pensei em fogos de artifício, mas era muito esquisito. Eu saí na rua e fiquei com medo, até que começaram a passar pessoas comentando que tinham detonado uma bomba na agência da Caixa Econômica?. Quando chegou lá, o assistente de logística viu a bagaceira provocada pelos explosivos. Vidros estilhaçados, muito ferro retorcido, fiações e tubos expostos, placas eletrônicas e comprovantes de papel espalhados pelo chão. A grossa porta de vidro foi estilhaçada e quatro caixas eletrônicos ficaram detonados com o impacto do artefato de dinamite ativado pela quadrilha de assaltantes. A cidade amanheceu agitada. Crianças eufóricas, senhoras assustadas e dezenas de curiosos não perdiam a oportunidade de parar em frente à agência para dar uma espiadela. Os funcionários que se preparavam para o primeiro dia de greve dos bancários chegavam estupefatos e se dispunham a trabalhar, diante da ocorrência incomum. Clientes desavisados punham as mãos na cabeça. ?Mas que bexiga, o que eu faço agora? Preciso retirar os 70 reais do meu bolsa-família, os pobres é que penam, sempre?, reclamava a aposentada Maria de Lourdes da Silva.