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Nº 5750
Polícia

PM apreende 875 armas ilegais em 10 meses

A invasão de armas de fogo clandestinas em Alagoas se intensifica com o passar dos anos. Os bairros da periferia de Maceió são os pontos críticos de circulação desses instrumentos, que alimentam a violência e espalham o terror entre a população. Do iníc

Por | Edição do dia 25/10/2002 - Matéria atualizada em 25/10/2002 às 00h00

A invasão de armas de fogo clandestinas em Alagoas se intensifica com o passar dos anos. Os bairros da periferia de Maceió são os pontos críticos de circulação desses instrumentos, que alimentam a violência e espalham o terror entre a população. Do início do ano até agora, a Polícia Militar já apreendeu 875 armas, usadas irregularmente por pessoas não autorizadas, um número substancialmente maior que o verificado no ano passado. Do total, 417 foram apreendidas na Capital e 399 no Interior. No ano passado, a PM fez 358 apreensões de armas usadas ilegalmente em todo o Estado. Para intensificar o trabalho de apreensão, a Polícia Militar vai colocar, a partir da próxima segunda-feira, cerca de 400 alunos da instituição para auxílio na realização de blitze na periferia de Maceió. Nos bairros do Jacintinho, Vergel e Clima Bom foram verificados os maiores índices de pessoas portando armas sem autorização, a maioria delas adolescentes. “Só estão autorizadas a usar armas com porte as pes-soas determinadas devido à função que exercem como policiais e juízes, por exemplo”, explicou o comandante de Poli-ciamento da Capital, coronel Edmilson Cavalcante. De acordo com ele, o grande número de armas em circulação no Estado deve-se à clandestinidade e à facilidade com que são comercializadas. A maioria delas é usada. “Isso significa que o nosso trabalho tem que ser redobrado, temos que estar mais atentos, fazendo rondas à noite nos pontos críticos”, admite o militar. As pessoas pegas em flagrante com armas foram detidas e encaminhadas às delegacias especializadas, onde prestaram esclarecimentos e, em seguida, colocadas em liberdade para aguardar audiência, posteriormente. “A maioria dessas pessoas possui identidade suspeita. Muitas não têm documento de identificação, o que dificulta nosso trabalho porque não temos como saber se são reincidentes”, ressaltou o coronel. Unidades operacionais A partir de segunda-feira, cerca de 400 alunos da PM vão estar presentes às unidades operacionais, fazendo serviço de blitz para reforçar as apreensões de armas. O objetivo é garantir a agilidade e um maior grau de ostensividade, principalmente na periferia de Maceió, auxiliando no combate ao uso de drogas e do tráfico.

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