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Nº 5712
Polícia

Condenado a 19 anos policial que matou a filha

O policial civil aposentado Milton Severo dos Santos, 64 anos, foi condenado em julgamento que terminou perto da meia-noite, a 19 anos e dez meses de prisão pelo assassinato de sua filha, Mayara Grazielle, 7 anos. A menina foi morta por asfixia após s

Por | Edição do dia 25/10/2002 - Matéria atualizada em 25/10/2002 às 00h00

O policial civil aposentado Milton Severo dos Santos, 64 anos, foi condenado em julgamento que terminou perto da meia-noite, a 19 anos e dez meses de prisão pelo assassinato de sua filha, Mayara Grazielle, 7 anos. A menina foi morta por asfixia após ser colocada dentro de um saco de açúcar. A promotoria considerou o crime “monstruoso” e pediu a condenação máxima do réu, que irá cumprir a pena no Presídio Baldomero Cavalcante. Os jurados decidiram por unanimidade pela condenação. O julgamento foi iniciado no começo da tarde e a previsão era de que a sua conclusão só ocorreria na madrugada de hoje. Mas, contrariando as expectativas, o veredicto foi anunciado ainda no fim da noite de ontem. Foram ouvidas em plenário cinco testemunhas, duas arroladas pelo Ministério Público e três pela defesa, além do próprio réu. A sessão chegou a ser suspensa por cerca de meia hora durante a fase de depoimentos. O jurado Ednaldo Seixas Jatobá passou mal e teve que receber atendimento médico da equipe que atua no Fórum. O juiz Daniel Accioly, que presidiu o julgamento, chegou a cogitar a possibilidade de suspensão da sessão, caso o jurado não tivesse condições de continuar atuando. O julgamento foi bastante movimentado. Familiares e amigos de Mayara vestiam camisetas que traziam a foto da menina. Em seu depoimento, a mãe, Vânia Romano, voltou a acusar Milton Severo pela morte da filha para não pagar a pensão alimentícia no valor estipulado pela Justiça de R$ 140,00. Saco de náilon é prova que definiu acusação O depoimento do comerciante Nildo Gomes de Oliveira foi a principal peça acusatória utilizado pelo promotor Márcio Roberto Tenório para pedir a condenação de Milton Severo. Gomes confirmou que dois dias antes do seqüestro e morte de Mayara Grazielle, o policial havia comprado em seu mercadinho um saco de açúcar. Grazielle foi encontrada morta na Praia do Pontal dentro de um saco de náilon, semelhante ao adquirido pelo policial. O comerciante afirmou ainda que Severo havia dito que o saco serviria para colocar 50 cocos, mas que no Conjunto Graciliano Ramos não havia nenhum estabelecimento que comercializava o produto e que no saco de açúcar não caberia essa quantidade de cocos. A promotoria também considerou o fato de que o carro utilizado para levar o corpo da menina até a Praia do Pontal foi um Gol branco, a mesma marca e cor do veículo pertencente ao policial. “Estamos diante de um dos crimes mais brutais e monstruosos da história de Alagoas, que foi o assassinato de uma menina de 7 anos praticado pelo próprio pai, que não queria pagar uma pensão”, disse o promotor Márcio Roberto na acusação.

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