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Polícia

DE VOLTA AO COMANDO

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A cena de faroeste com o xerife grisalho sentado na cadeira de balanço, segurando o rifle, à espera dos bandidos, é um clássico do inconsciente coletivo. O velho homem da lei está pronto para defender a cidade? Ele tem anos de experiência ou é um policial viciado? Chegou ao ápice ou ao fim da carreira? Estas dúvidas se repetem em qualquer lugar do mundo, geração após geração. Perguntas que só têm respostas na hora do tiroteio. Bem assim aconteceu na política de segurança pública do Estado de Alagoas. O primeiro mandato do governo Teotonio Vilela (PSDB) foi marcado pela desconfiança com a velha guarda da Polícia Civil. Nomes até então considerados valorosos, delegados que fizeram cursos no exterior, alcançaram fama e funções de confiança, ascenderam na carreira até assumir cargos de direção foram afastados da cúpula e colocados para escanteio. Após anos de escândalos de corrupção e envolvimento de policiais no mundo do crime, a solução viria de fora, com um catarinense para assumir a Secretaria de Defesa Social, o delegado federal Paulo Rubim, e um jovem delegado carioca na direção-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco. A gestão valorizou a nova geração de delegados aprovados no último concurso e relegou os quadros com mais de vinte anos de experiência a algo próximo ao ostracismo. Seja no birô empoeirado de uma delegacia minúscula ou numa pacata cidade no cafundó do Judas, eles ficaram esquecidos, mas não deixaram de ser delegados. O ex-secretário de Defesa Social, Carlos Alberto Reis, saiu da pasta para assumir um cargo secundário no Instituto do Meio Ambiente (IMA), de 2007 a 2012, por decreto governamental. ?Foi bom, aprendi muito a valorizar a natureza, o meio ambiente. Não necessariamente me senti desvalorizado, mas poderia ter contribuído mais com a segurança pública?.

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