Polícia
DELEGADO CRITICA GEST�O ANTERIOR
O sangue do delegado Jobson Cabral aparece no fundo dos olhos. É quente. Ele não desvia o olhar quando é provocado, tem fama de ser destemido... e temido. Costuma ir direto ao assunto. ?O primeiro embate na gestão Barenco foi comigo porque eu não aceitava a ingerência dele nas investigações, ele foi muito infeliz quando acolheu aquele Washington Luiz, que cobrava resultados imediatos contra o crime organizado?, dispara. Cabral cita o emblemático caso Célio Barateiro, quando respondia pela Delegacia Municipal de Satuba. Em debate sobre o caso com a direção da Polícia Civil e o então secretário adjunto de Defesa Social, Washington Luiz, Jobson bateu o pé numa linha de raciocínio diferente da cúpula e foi pego no contrapé. ?No outro dia eu não era mais presidente do inquérito?. Com os brios de um leão ferido, ele bem dizer foi relegado à condição de uma fera enjaulada. Só podia rosnar, e rosnou com toda força. ?Eles colocaram inocentes presos, eu disse aos juízes Sandro Augusto e Maurício Brêda e à promotora Marluce Falcão que eles arrumaram um bode expiatório, o doutor Barenco cercou-se de alguns delegados e preteriu os mais antigos?. Jobson afirma que passou os últimos anos ?na ociosidade, em delegacias sem expressão?. Mesmo assim, ele afirma que sempre deu o melhor de si. ?Prendi todos os ladrões da Barra de São Miguel, depois de um período de muita violência, a cidade ficou três meses sem uma ocorrência?, afirma.