Polícia
Acusados pegam 26 anos de pris�o
O julgamento do caso Fábio Acioli terminou com o choro coletivo dos condenados e da família do estudante. ?Não fomos nós. Não somos monstros! Minha mãe está sofrendo do mesmo jeito que a senhora?, gritavam os réus, Carlos Eduardo de Souza e Wanderley do Nascimento Ferreira, na direção da mãe de Fábio e do pai dele, o médico Paulo Medeiros. No único momento em que quebrou o silêncio, o pai de Fábio olhou para os dois condenados e, enquanto amparava a esposa, disse em voz alta: ?Eu acredito que não foram vocês!?. A frase foi lançada em forma de protesto. O processo que apurou a morte do filho não apontou os autores intelectuais do crime. Momentos antes, o juiz da 9ª Vara Criminal da Capital, Geraldo Amorim, havia lido a sentença que condenou por maioria dos votos os réus Carlos Eduardo de Souza e Wanderley do Nascimento Ferreira a 26 anos e quatro meses de prisão. Os dois já estão presos há mais de três anos, o que reduz a pena para 23 anos de reclusão, a serem cumpridos no Presídio Baldomero Cavalcanti ou em outra unidade do sistema prisional. Ao ler a sentença, o juiz Geraldo Amorim se dirigiu a jornalistas presentes e fez questão de dizer que jamais se acovardou diante de qualquer processo. ?Desafio qualquer um de vocês a apontar nomes?, disse o magistrado, ao detalhar na sentença que todos os possíveis mandantes apontados por testemunhas foram ouvidos e acareados.