Polícia
Casa-abrigo acolhe v�timas em risco
Pior que não fazer a denúncia contra o agressor, é a tentativa de voltar atrás e fingir que nada aconteceu. Em Alagoas, é grande a quantidade de mulheres que vão ao juizado ou retornam à delegacia ? muitas vezes acompanhada do próprio acusado ? para retirar a queixa e desistir do processo. Segundo a delegada Maria Tereza, o índice de mulheres que voltam às especializadas de Maceió chega a 30%. Já o titular do 4º Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Capital, Paulo Zacarias, revela que, no juizado, esse índice é bem maior, chegando a 70%. ?Nós lamentamos bastante essa atitude, porque isso só faz com que o agressor sinta a impunidade e fique livre para praticar esse tipo de crime novamente?, afirma a delegada. De acordo com Paulo Zacarias, a desistência é acatada sempre que trata-se de ameaça. Já nos casos de lesão corporal, a legislação não permite mais que haja essa desistência e o processo prossegue. ?Quando se trata de ameaça, geralmente nós acatamos o pedido. É elevado o número de mulheres que nos procuram para renunciar a representação. No caso de lesão corporal, isso não pode mais ocorrer, mas mesmo assim, elas ainda tentam?, afirmou o juiz.