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Laudo do IML isenta pai de culpa pela morte da filha

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Um caso típico de negligência por parte dos pais, falta de informações e desespero causaram a morte de mais uma criança em Alagoas: Maria Eduarda Ferreira da Silva, de apenas um ano e oito meses, no último dia 9 de setembro, em União dos Palmares. A história desta família é ainda mais triste, porque o pai de Eduarda, o servente de pedreiro Rivanilton Ferreira da Silva, 26 anos, foi acusado de ter espancado o bebê provocando a sua morte, sendo preso em flagrante. No entanto, o laudo liberado pelo Instituto Médico Legal atestou que a menina morreu por choque pulmonar em função do agravamento de uma pneumonia. A juíza da 1ª Vara da Comarca de União dos Palmares, Ana Raquel Silva Gama, relaxou a prisão em flagrante de Rivanilton no dia 25. ?A denúncia de espancamento foi feita pela própria mãe, Marluce Vieira, porque o pai teria perdido a paciência com o choro da menina e batido nela?, disse a juíza de União. O caso deverá ser encaminhado para um possível arquivamento pelo Ministério Público, mas é importante indagar se esta família não deveria receber um atendimento especial, uma vez que fica comprovado ter havido violência e negligência contra a criança: e o mais grave, o casal tem ainda mais dois filhos pequenos. Ao chorar intensamente pelo sofrimento com o processo infeccioso e a falta de cuidados, Eduarda foi puxada pelos cabelos pelo pai, que a mandou se calar quando chegou em casa depois do trabalho. De acordo com depoimento de uma tia da menina, Vera Lúcia Vieira da Silva, 34 anos, o bebê, já doente, ficou ainda mais esmorecido e com marcas roxas no corpo. A falta de esclarecimentos da mãe a fez levar Eduarda para um curandeiro e não para um posto de saúde, onde poderia ter a sua vida salva com o atendimento médico. No dia da morte da filha, Rivanilton, com os olhos lacrimejando, chegou a dizer que amava a menina, só fez puxar o seu cabelo, mas ?um vento mal passou na hora a matou Eduarda?.

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