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Tr�fico j� matou mais de 40 viciados este ano

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RÓDIO NOGUEIRA O tráfico em Alagoas, segundo estatísticas da polícia, já fez mais de 40 viciados este ano. Em Maceió, o bairro do Clima Bom lidera a onda de violência com, pelo menos, metade dos homicídios registrados. Os conjuntos Benedito Bentes, Moacir Andrade, Frei Damião, Selma Bandeira, Freitas Neto e Village Campestre têm destaque, também, no número de assassinatos. Nem mesmo nos presídios eles têm segurança, segundo a polícia, e muitos foram executados por ?acerto de contas?. O recente caso de assassinato de traficante ocorreu às 11h do dia 8 de outubro, no Clima Bom. O mecânico José Maria da Silva, 38, conhecido por ?Irmão?, apontado pela polícia como o maior traficante da localidade, foi executado com cerca de dez tiros de pistola calibre 380. Os elementos conhecidos por Charles e ?Fum? são acusados do crime. No atentado também morreu Maria da Conceição Silva Barbosa, 38, ?Ceição?, esposa de José Maria da Silva. Segundo relato do delegado Nivaldo Aleixo, do 11º Distrito, ?Irmão? era acusado de cometer vários homicídios no Clima Bom e se apresentava como justiceiro. Contra aquele cidadão existiam muitas denúncias de que se tratava de um homem envolvido em crimes e de temperamento agressivo. É acusado de matar dois viciados em um bar, porque eles teriam invadido o seu espaço de negócios (venda de drogas). Então, acabou sendo assassinado. Antônio Petrúcio, irmão de José Maria (Irmão), confirma que ele realmente estava envolvido em crimes. Mas nega que fosse traficante. ?Meu irmão andou fazendo uns serviços no Clima Bom. Tirou de circulação alguns bandidinhos?, afirma Antônio Petrúcio. São Leonardo Outro recente caso de assassinato envolve o traficante e homicida Francisco de Assis, 47, condenado a 30 anos por latrocínio, em Ponta da Terra, contra uma professora. Chico de Assis, como era conhecido no meio policial, estava em liberdade condicional. Voltou a vender maconha em grande escala e foi preso com 15 quilos acoplados nas laterais de sua Saveiro, no Tabuleiro do Martins. A prisão foi feita pelos então agentes da Delegacia de Repressão às Drogas, na gestão do delegado Waldor Coimbra, e do chefe de operações Temildo Duarte das Trevas (Peu). Ao perder o direito à prisão condicional, ele voltou para o presídio Baldomero Cavalcanti. Em pouco tempo se envolveu em brigas e foi jurado de morte. A pedido, foi transferido para o Instituto Penal São Leonardo, onde acabou sendo atacado em sua cela por quatro presos e morto com vários golpes de faca artesanal. O crime, descoberto posteriormente, foi porque ele desmoralizava os colegas de prisão e os ameaça de morte. Chico de Assis era considerado pela polícia como o maior traficante de maconha de Maceió. Mantinha verdadeiras bases de vendas e entregas do produto. Costumava recrutar adolescentes entre 12 e 15 anos, conhecidos por ?avião?, para fazer a entrega da droga. Quando esteve foragido, pelo telefone avisou que mataria vários policiais que estavam atrapalhando seus negócios. E no dia em que foi preso com 15 quilos da droga, tentou subornar os policiais. Os quatro autores do crime juram, até hoje, que nada têm a ver com a execução do traficante. Mas foram indiciados pela polícia. Chico de Assis era uma lenda viva no mundo do crime. ?Era traficante perigoso?, afirma Temildo Duarte das Trevas. Ele foi acusado de ser o principal fornecedor de drogas para os presídios de Maceió. Foi dono da cantina do São Leonardo, por onde entrava maconha. No regime condicional ele passava o dia na rua voltando apenas à noite para dormir. Era nesse espaço de tempo que ele escondia droga em seu carro e entrava no presídio sem ser revistado. Sua execução foi comemorada pelos detentos do São Leonardo e Baldomero Cavalcanti. ?A ala inimiga realmente festejou batendo nas grades e nas panelas?.

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