Polícia
Foragido se entrega durante julgamento
O julgamento dos acusados no assassinato do professor Paulo Bandeira, ocorrido em 2003, em Satuba, teve continuidade ontem e foi marcado pelo depoimento da professora Nanci Lopes, que, na época do crime, era diretora da Escola Municipal Josefa da Costa, onde trabalhava Paulo Bandeira, e também pela apresentação de Marcelo dos Santos, que era considerado foragido e estava sendo julgado à revelia. Agora, são quatro pessoas sentadas, literalmente, no banco dos réus. Além de Marcelo, estão sendo julgados pelo crime o ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, e os militares Geraldo Augusto Santos Silva e Ananias Oliveira Lima. Antes da retomada dos trabalhos na manhã de ontem, o juiz da 8ª Vara Criminal, John Silas, apreendeu os celulares e advertiu dois jovens que seriam parentes de um dos réus. Segundo o juiz, eles estariam fazendo ?ameaças veladas? aos parentes do professor Paulo Bandeira, filmando os familiares da vítima e anotando as placas dos carros em que eles estavam. Os dois jovens puderam permanecer no local do julgamento, mas receberam um alerta: ?Se acontecer qualquer coisa aos familiares da vítima, vocês serão responsabilizados?, destacou o juiz. Acalmados os ânimos, o julgamento foi retomado, com um dos depoimentos mais esperados do caso, o da professora Nanci Lopes, que chegou a ser indiciada pelo assassinato do professor Paulo Bandeira, mas não foi pronunciada. Como testemunha, ela confirmou tudo o que já havia sido dito durante o inquérito ? depoimentos que foram lidos pelo juiz Jonh Silas no início dos trabalhos ?, destacando que tinha medo do ex-prefeito Adalberon de Moraes e negando ter conhecimento do plano para matar o professor.