Polícia
Adalberon dep�e em julgamento e nega crime
No terceiro dia de julgamento dos acusados de assassinar o professor Paulo Bandeira, crime ocorrido em 2003, teve início a fase do interrogatório dos quatro réus. O primeiro a falar foi o ex-prefeito de Satuba, Adalberon de Moraes, que negou envolvimento com o crime, o qual classificou de ?bárbaro e monstruoso?, fez elogios ao professor e pediu perdão aos familiares da vítima por não ter comparecido ao sepultamento do corpo. Ao responder às perguntas do juiz John Silas, Adalberon disse ter sido vítima de perseguição política, citando nomes como o do ex-governador Ronaldo Lessa, do ex-secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, e do deputado Francisco Tenório. ?Hoje eu sou um zumbi. Vivo há dez anos nesse sofrimento por causa de uma declaração que eu dei ao programa do França Moura. Eu disse uma besteira contra um governador de Estado e isso acabou com a minha vida. Disse que ele tirasse os sapatos cor de rosa e fosse trabalhar. Desse dia para cá, eu fui perseguido pelo ex-governador Ronaldo Lessa, pelo deputado Chico Tenório e pelo Robervaldo Davino. Tudo foi montado para eu estar aqui hoje, passando por esse constrangimento, sendo humilhado?, afirmou Adalberon, colocando em xeque as investigações que o apontaram como mandante do crime.