Polícia
Adalberon � condenado
Uma nova testemunha, convocada de última hora pelo juiz John Silas, na noite da última quarta-feira, foi apresentada, na manhã de ontem, durante o quarto dia de julgamento do caso Paulo Bandeira, assassinado em 2003, no município de Satuba. O policial civil Eraldo Henrique dos Santos compareceu em juízo para apresentar a sua versão sobre os fatos. Surpreso com a convocação, o policial, que também trabalhava como segurança do ex-prefeito Adalberon de Moraes, acusado de ser o mandante do assassinato do professor, falou com a imprensa antes de começar a depor. Ele reafirmou o que disse nos depoimentos prestados à Delegacia de Satuba, em 2003, e à Polícia Federal, em 2004. ?Quem estava fazendo a segurança do posto de combustíveis no dia 2 de junho [data em que o professor sumiu] era eu. Estava na segurança do filho do prefeito, o Adalberon Júnior [que administrava o estabelecimento]?, contou, desmentindo a versão dos cabos da Polícia Militar Ananias Lima e Geraldo Augusto, acusados de serem os executores do crime. Os dois haviam dito, na última quarta-feira, que o policial civil não teria comparecido ao trabalho, colocando Eraldo como suspeito.