Polícia
Empregada dom�stica � assassinada com requintes de crueldade
Rio Largo ? Os últimos passos de Maria Antônia Vieira foram vigiados. O mal estava à espreita, observava a empregada doméstica de 36 anos seguir em direção à casa da patroa, na manhã de sábado. No meio do percurso há uma rua de barro, cercada por terrenos baldios, uma grota e uma casa em construção abandonada. Maria não chegou ao trabalho. O corpo foi encontrado, horas depois, com um saco plástico na cabeça, uma corda de varal no pescoço e as mãos amarradas para trás. Ferimentos nas pernas, costas e braços mostram que ela lutou muito, antes de morrer, no chão irregular da casa em obras, no bairro Mata do Rolo, em Rio Largo. Estava despida e tinha sangue na região pubiana. O Instituto Médico Legal (IML) apontou espancamento como a causa da morte, mas o cadáver também tinha sinais de asfixia. A casa em construção pertence a dois evangélicos que se preparam para casar, mas a obra estava praticamente abandonada e se tornou um local frequentado por marginais e usuários de drogas. Moradores da região contaram à família da doméstica que o crime foi praticado por homens que estavam fumando maconha na casa, viram a vítima passar sozinha na rua e decidiram estuprá-la.