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Nº 5750
Polícia

Cavalcante pega 18 anos pela morte de delegado

Após 23 horas de julgamento, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, da Polícia Militar de Alagoas, acusado de mandar assassinar o delegado Ricardo Lessa e seu segurança Antenor Carlota, às 21h do dia 9 de outubro de 1991, na Rua Mem de Sá e

Por | Edição do dia 08/11/2002 - Matéria atualizada em 08/11/2002 às 00h00

Após 23 horas de julgamento, o ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante, da Polícia Militar de Alagoas, acusado de mandar assassinar o delegado Ricardo Lessa e seu segurança Antenor Carlota, às 21h do dia 9 de outubro de 1991, na Rua Mem de Sá em Bebedouro, foi condenado a 18 anos de prisão na noite de ontem, no Fórum Jairon Maia Fernandes, na Serraria, pelo conselho de sentença que rejeitou, por maioria de votos, a tese de negativa de autoria apresentada pelos advogados Givan Soares Lisboa e Hélio Laranjeiras. Os jurados acataram a tese apresentada pelo promotor Antiógenes Marques Lira de que Cavalcante efetivamente mandou cometer os crimes com base na explanação apresentada pela promotoria. Os advogados Givan e Hélio disseram que vão recorrer da sentença, alegando que a Justiça não ouviu o deputado João Beltrão, testemunha de defesa do acusado. “Há nulidade de pleno direito. Temos cinco dias e vamos entrar com o pedido na Justiça, para que haja novo julgamento”, afirmou Givan Soares Lisboa. Manoel Cavalcante ouviu a sentença e deixou o prédio do fórum sem falar com a imprensa. O juiz Paulo Roberto Nunes Magalhães, que presidiu o inquérito, disse que Cavalcante foi condenado a 14 anos. Como o crime é qualificado, acrescentou mais um ano e, “em razão de ter sido ele o organizador”, acrescentou mais 3 anos, totalizando a sentença definitiva em 18 anos de reclusão em regime fechado no Presídio Baldomero Cavalcante, onde já responde por outros crimes. O promotor Antiógenes Marques Lira, durante sua participação, relatou para o conselho de sentença que o delegado Ricardo Lessa foi assassinado por que descobriu que Cavalcante fazia parte de uma organização criminosa em Alagoas e que seus homens de confiança invadiram a Unidade de Emergência Armando Lages em 1991 e matou a golpes de faca Joseildo Ferreira da Silva, que teria assassinado a tiros na cidade de Batalha o cabo Nogueira, que fazia parte do grupo de Manoel Francisco Cavalcante. Além deste crime, o mesmo pessoal também matou, na Levada, o deficiente conhecido por Jailton. O depoimento do PM Aderildo Mariz Ferreira foi fundamentado para que Cavalcante fosse condenado. Ele disse ter visto o grupo de Cavalcante rondando na Unidade de Emergência no dia em que Joseildo Ferreira foi assassinado. Também destacou que o ex-militar respondia a outros processos. O conselho de sentença entendeu que os argumentos do promotor foram suficientes para optar pela condenação de Manoel Francisco Cavalcante.

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