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Defesa pede na segunda-feira anula��o de j�ri de Cavalcante

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O advogado Givan Lisboa informou, ontem, que, na próxima segunda-feira, vai entrar com um pedido de anulação do julgamento do ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, condenado a 18 anos de prisão pelas mortes do delegado Ricardo Lessa e seu motorista, Antenor Carlota. O documento manifestando o direito de recorrer da sentença e ressaltando que oferece as razões da apelação no Tribunal de Justiça será encaminhado ao juiz Paulo Nunes, que presidiu o júri popular. O advogado garantiu ter alertado o magistrado para o fato de que a falta de uma das testemunhas de defesa de Cavalcante prejudicaria o julgamento. ?O juiz, porém, não adotou as providências que a lei determina, pois deveria ter suspendido o júri e tentado localizar a testemunha e, caso não fosse encontrada, o Conselho de Sentença seria desfeito e convocado para outro dia?, declarou Givan Soares. Na interpretação do juiz Paulo Nunes, tal procedimento era desnecessário, por se tratar de uma testemunha com foro privilegiado, um deputado, que poderia escolher hora e local para prestar seu depoimento. ?Nós fizemos ver que o importante era que pudesse depor durante a sessão do Tribunal do Júri?, completou o advogado. Outro ponto ressaltado ao juiz pelo advogado, inclusive quando de suas considerações durante o julgamento, foi a ausência de diligências requeridas pela defesa, que acabaram deferidas pelo magistrado. Givan Lisboa acredita que o Tribunal de Justiça decida por um novo julgamento dentro de dois anos.

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