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Familiares se revoltam com investiga��o

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A reviravolta no caso caiu como uma bomba de estrume no seio da família de Bárbara. Melou o quebra-cabeça investigativo montado a duras penas, desmanchando as poucas peças que se juntavam. Se pelo menos houvesse alguma coerência ou se parte das perguntas que surgiram ao longo do inquérito fossem respondidas, daria para suportar melhor o escândalo em todos os veículos de comunicação e bocas da cidade. Mas nem isso. Para a mãe e a avó da jovem, que saía de casa às 7h para trabalhar e voltava às 18h, todos os dias, não faltam falhas a apontar. É como procurar o palheiro numa agulha. Só não ver quem não quer. ?Para começar, eles nunca tomaram nenhum depoimento depois de ouvir esse rapaz (Tiago), e isso foi desde o dia 22 de fevereiro. Só depois que a desembargadora citou o caso foi que eles apareceram com essa versão, para mostrar serviço?, ressalta Tereza de Jesus, a avó. Tudo o que apurou o titular da Delegacia Antissequestro da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), Antônio Nunes, parece ter sido solenemente ignorado. Nem mesmo uma informação crucial como o exame genético dos resquícios de sangue que podem ser de Bárbara é levada a sério. A amostra foi recolhida no dia 7 de dezembro, no veículo que pertencia a Moabe Lino, indiciado por ocultação do cadáver.

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