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Polícia

“Este desvendar do caso foi uma piada”

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Bárbara passou de vítima a culpada. De uma moça sequestrada, que se divertia com as amigas na boate, foi transformada em garota de programa, viciada em cocaína e golpista, que engana até a cafetina e traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ultrajada e discriminada com os ?podres? da nova versão policial, a família foi bater à porta da desembargadora Elisabeth Carvalho e conquistou uma aliada de peso. Após uma reunião, na última quinta-feira, a magistrada informou que vai recorrer ao procurador-geral de Justiça do Estado de Alagoas. ?Vou marcar uma audiência com o doutor Sérgio Jucá, para ver que medida ele pode adotar para o Ministério Público acompanhar com mais contundência este caso, porque, poxa, ninguém acredita nisso que a polícia está dizendo?, formatou a representante do Tribunal de Justiça (TJ), respeitada por sua honestidade e franqueza. Na entrevista concedida por telefone à Gazeta, a desembargadora ?descasca? boa parte das informações apresentadas na coletiva de Tiago e não poupa ironias à condução da polícia no caso. ?Eles não tiveram nem originalidade para criar essa história, simplesmente plagiaram aquele caso da Eliza Samúdio (mãe do filho do goleiro Bruno, que foi sequestrada, assassinada e cujo corpo, esquartejado, nunca foi achado)?.

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