Polícia
PMs ser�o ouvidos sobre morte
A Delegacia de Homicídios começa a investigar os policiais militares presentes na operação desastrosa que matou Aline Berto Paulino, de 21 anos, com uma bala perdida, em Rio Largo, no dia 5 de maio. Recai sobre os PMs a suspeita de terem adulterado a cena do crime para isentar o colega de farda que, segundo testemunhas, teria acertado a universitária com um tiro na testa, durante perseguição a um suspeito. Aline tinha chegado do culto na Igreja Batista e conversava com amigas, na calçada da rua onde mora, por volta de 23h, quando policiais do 8º Batalhão começaram a correr atrás de um suspeito. As amigas e vizinhos revelam que o fugitivo passou por elas, com a arma apontada para baixo, olhou e foi embora, sem fazer nada. Em seguida, vieram os ?homens da lei?, mirando para o suspeito, e atirando. Diante da menina caída e gravemente ferida, os policiais pararam na caçada e já voltaram dizendo que o bandido havia atirado. Testemunhas relatam que os PMs teriam utilizado uma lanterna para recolher cápsulas de bala que estavam no chão, além de retirar uma cápsula da mão de um vizinho. ?O bandido não deu os tiros, a bala veio de baixo para cima?, garantiu uma das meninas que estavam com Aline, lembrando que o suspeito fugia ladeira acima.