Polícia
Irm�o de S�lvio Vianna acredita que morte de Eto foi queima de arquivo
O advogado Sérgio Vianna apontou o governo do Estado como responsável pela morte do vigilante Ebson de Vasconcelos Silva, 32, o ?Eto?, assassinado no último sábado, no centro de Maceió. Sérgio acredita que, se estiver relacionada ao assassinato do ex-fiscal de tributos Sérgio Vianna, a morte do vigilante é conseqüência da omissão do governo. Eto apontou o ex-tenente-coronel Manoel Cavalcante, o ex-tenente Silva Filho, o ex-soldado Garibalde dos Santos e o fazendeiro Fernando Fidélis como executores de Sílvio Vianna, irmão de Sérgio, que na época ocupava a função de coordenador de arrecadação da Secretaria de Estado da Fazenda. ?É cedo para falarmos sobre o que aconteceu com o Eto, mas acredito que a morte dele tenha sido queima de arquivo?, declarou Sérgio Vianna. Na avaliação do advogado, que desde a morte do irmão, em 1996, cobra a elucidação completa do crime, se o governo tivesse apresentado mandantes e os assassinos de Sílvio Vianna, os criminosos que mataram Eto não teriam essa ousadia. O vigilante Eto, que passou um ano preso na sede da Polícia Federal (PF), era testemunha de acusação dos ex-militares e do fazendeiro. Ao ser libertado, ele saiu de Alagoas, inclusive por orientação da PF. ?Não sabíamos que ele tinha voltado?, afirmou o superintendente da PF, delegado Bergson Toledo, negando que Eto estivesse sob custódia daquela corporação. Segundo Bergson, um acerto informal garantiu a Eto, por duas vezes, que policiais federais lhe acompanhassem em audiência na Justiça. Sérgio Vianna pede que entidades como a OAB e os sindicatos alagoanos se mobilizem numa ampla campanha pelo fim da impunidade e pelo resgate da moralidade pública no Estado.